19 de junho de 2018 - 20:17

Cidades

04/06/2018 07:56

LEILÃO DE MINERADORA; Juiz marca depoimento de Mauro e juiz do TRT acusado de fraude para julho

O ex-prefeito Mauro Mendes e o juiz aposentado Luis Aparecido Torres serão ouvido no processo que investiga suposta fraude na compra de uma mineradora Salomão.

O juiz César Augusto Bearsi – da 3ª Vara Federal em Mato Grosso – marcou para o dia 11 julho o depoimento do ex-prefeito de Cuiabá e pré-candidato ao Governo do Estado pelo partido Democrata, Mauro Mendes, no processo que investiga suposta fraude na compra da Mineradora Salomão.

Além de Mauro Mendes, serão ouvidos pelo magistrado os réus Valdinei Mauro de Souza, sócio de Mendes na empresa Maney Mineração Casa de Pedra Ltda; Jéssica Cristina de Souza (a filha de Valdinei); o juiz aposentado Luis Aparecido Torres e o contador José Faria de Oliveira, além das testemunhas de acusação.

Mauro e os demais acusados respondem a essa ação por improbidade porque, segundo o Ministério Público Federal (MPF), o juiz aposentado compulsoriamente do Tribunal Regional do Trabalho, Luiz Aparecido Ferreira Torres, teria fraudado um processo judicial para favorecer o ex-prefeito de Cuiabá na compra da mineradora durante um leilão judicial. De acordo com a denúncia, para conseguir êxito, o então magistrado contou ainda com a ajuda do contador José de Oliveira.

As investigações apontam que Mauro comprou a Mineradora Salomão por R$ 2,8 milhões, sendo que o valor real era de R$ 723 milhões. Para esconder as supostas ilegalidades, o ex-prefeito e o juiz aposentado teriam usado a filha de Valdinei Souza como "laranja”, sendo que em seguida o nome da empresa passou a ser Maney Mineração Casa de Pedra.

A mudança no nome serviu também para repassar 98% das cotas para o nome de Valdinei e Mauro Mendes, o que levantou suspeita do MPF. Todos os acusados passaram a ser réus em 2015.

Outro lado

 tentou contato com o ex-prefeito de Cuiabá e os outros réus do processo, mas até a publicação desta reportagem não obtivemos sucessos.

Em outros momentos, todos os citados negaram as irregularidades.

 

Por: RAFAEL DE SOUSA/ repórterMT


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