16 de outubro de 2018 - 19:21

Política

08/10/2018 11:31 por: Midianews

Deputado ultraconservador reduz votação e fica fora da Câmara, teve 11 mil votos a menos

Victório Galli usou mandato para pregar bons costumes, mas foi acusado de manter servidora fantasma

O deputado federal ultraconservador Victório Galli (PSL), que ganhou destaque nacional pela antipatia que nutre pelo público LGBT , diminuiu o número de votos entre as eleições de 2014 e 2018, e não conseguiu ser reeleito para uma das oito cadeiras de Mato Grosso na Câmara Federal.

Quando foi eleito pela primeira vez, há quatro anos, o parlamentar havia conseguido 64.691 votos, sendo o penúltimo dos oito eleitos. Desta vez, o parlamentar conseguiu 52.947 votos e mesmo com Nelson Barbudo (PSL) tendo 126 mil votos, Galli não conseguiu ser puxado pelo quociente eleitoral. Da eleição passada para esta, teve 11.744 votos a menos.

Em seu mandato, Galli combateu as causas LGBT no Brasil. Ele chegou a apresentar um projeto de lei na Câmara Federal que proíbe a adoção por parte de gays, lésbicas e transexuais. O projeto propõe alterar um artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata do tema. Pela redação proposta por Galli, apenas casais heterossexuais teriam direito à adoção.

O deputado federal Victório Galli, que teve 11 mil votos a menos

Em outra polêmica, o parlamentar afirmou que personagens da Disney, como Mickey Mouse e Rei Leão, são gays. Aconselhou os pais a não permitirem que os seus filhos assistam aos desenhos animados da Disney, porque, segundo ele, “em todas as suas atuações eles fazem apologia à homossexualidade”. “A Disney é um zoológico de veados”, chegou a dizer.

Na cruzada contra a “inversão de valores”, o parlamentar se viu em uma saia-justa quando sua filha, a servidora do Estado Ester do Nascimento Galli, virou ré pelos crimes de furto qualificado e estelionato. Os crimes teriam sido cometidos entre os anos de 2008 a 2010 contra a empresa Grupo Atame, da qual era funcionária na época. Ela foi acusada de subtrair, junto com outros acusados, inúmeras folhas de cheques da empresa, somando R$ 32 mil. Ela teria arrombado a empresa e levado, ainda diversos talões dos bancos do Brasil e Itaú em nome, nove monitores LCD, de 17 e 18 polegadas, dois aparelhos datashow e documentos de veículos diversos.

 Ela negou que tenha cometido o crime e classificou a denúncia de "absurda e covarde". Outro episódio protagonizado pelo parlamentar foi quando um programa de TV flagrou uma servidora fantasma de seu gabinete. Ele se defendeu dizendo que não sabia que ela era fantasma e exonerou a acusada.


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